Seg

10

Fev

2014

Workshop - União das Mentalizações para a Abertura dos Caminhos

Mentalização Positiva

 

Às vezes, de uma hora para outra você encontra-se desanimado e questionando o porquê de não conseguir concretizar os seus objetivos, ou mesmo, quando consegue, o porquê disso acontecer somente através de muito esforço, dedicação e luta.

 

Nessa primeira ocasião, você será convidado a participar de um momento de reflexão positiva e motivacional, como um primeiro impulso e incentivo para ingressar numa nova jornada da vida.  Através de uma técnica espiritual direta e compreensível, você aprenderá a acalmar a mente, minimizando suas dúvidas e angústias.

 

Além disso, você irá entender, por exemplo, por que para uma pessoa de Áries (horóscopo da liderança) sob a proteção de Nanã (Orixá da sabedoria) tudo acontece de forma lenta, onde muitas das vezes, a insegurança emperra a iniciativa. Em contrapartida, você aprenderá como e o que fazer para equilibrar essas energias, de forma mais consciente e inspirada.

 

Esse Workshop tem como finalidade apurar o magnetismo da FÉ intrínseca de cada um, através do equilíbrio Horóscopo-Orixá, exaltando as qualidades e lapidando os defeitos em prol de atitudes realizadoras.

 

Aprenda a positivar suas ações através do conhecimento do poder da mentalização, sob a harmonia corpo-mente-espírito! 

 

Informações pelo e-mail.

 

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Seg

30

Set

2013

A TRADIÇÃO JEJE: O VODUN JEJE SOGBO E A PROVA DE SO (ZÔ)

SOGBO

 

A tradição dos povos fons, que aqui no Brasil foram chamados de Adjeje, Ajeji ou Jeje pelos yorubás, requer um longo confinamento quando na época de iniciação. Essa tradição Jeje exigia de 06 (seis) meses até 01 (um) ano de reclusão, de modo que o novo vodunsi aprendesse as tradições dos Voduns: como cultuá-los, manter os espaços sagrados, cuidar das árvores, saber dançar, cantar, preparar as comidas e um artesanato básico necessário a implementos materiais dos diferentes assentos, ferramentas e símbolos necessários ao culto.

 

Para os povos Jeje, os Voduns são serpentes que tem origem no fogo, na água, na terra, no ar e ainda tem origem na vida e na morte. Portanto, a divindade patrona desse culto é Dan ou  Dangbé a "Serpente Sagrada". Para realizar este ritual Jeje é imprescindível muito verde e grandes árvores, pois muitos Voduns têm seus assentos aos pés destas árvores daí muitos terreiros de Jeje serem denominados de Humpame, que são extensas áreas de terras com muitas plantações e árvores (atinsas). Atinsas são as árvores onde são feitos os assentamentos dos Voduns. Cada Vodun tem a sua árvore própria, pois é ali que ele se manifesta e concentra o seu poder.

 

Outra particularidade deste culto é que quando as vodunsis estão em transe ou incorporadas com seu Vodun, os olhos permanecem abertos, ou seja, os Voduns Jeje abrem os olhos, diferente dos Orixás dos yorubás, que mantem os olhos sempre fechados. Os Voduns Jeje falam, alguns até fumam um cachimbo especial.

 

É comum no culto Jeje provar o poder dos Voduns quando estes estão incorporados em seus iniciados. Uma destas provas é a prova chamada Prova do So (lê-se: Zô) ou Prova do Fogo do vodun Sogbo (um Vodun que assemelha-se ao Xangô do Yorubás por comandar os raios e as lavas vulcânicas). Sogbo é irmão de Akorombe, que comanda a temperatura da terra, fazendo os rios transbordarem e cair granizo. Outro vodun importante do So=Zô(fogo) e do grupo das divindades do trovão é Hevioso. Este Vodun é considerado pelos povos Jejes como um Akovodun (ancestral fundador de famílias).

 

Na Prova do So=Zô, num determinado momento entra no salão uma panela de barro, fumegante, exalando cheiro forte de dendê borbulhante, contendo dentro alguns pedaços de ave ofertada para o vodun. Sogbo adentra o salão com fúria de um raio, os olhos bem abertos e tomando a iniciativa vai até a panela, onde mergulha as mãos por algum tempo. Em seguida, exibe para todos os pedaços da ave. É um momento de profunda emoção gerando grande comoção por parte dos outros iniciados que respondem aquele ato entrando em estado de transe com seus Voduns.

Benoi, ao Dan Kolonfe!

 

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Seg

22

Jul

2013

AS PALAVRAS JEJE NA FORMAÇÃO DO CANDOMBLÉ

Mapa - Cultura Jeje
Mapa - Cultura Jeje

 

A cultura Jeje vinda do Antigo Dahomé, que antes abrangia o Togo e fazia fronteira com o país de Gana é, sem dúvida, uma das maiores contribuições culturais deixadas pelos negros fons ao Brasil.


Estes povos Ajeji (lê-se: Jeje) que em yorubá significaestrangeiros como eram chamados pelos yorubás, estabeleceram fundamentos nos seguintes lugares: Salvador, Cachoeira de São Félix (Bahia), Recife (Pernambuco) e São Luís (Maranhão). Os yorubás também eram chamados de forma pejorativa pelos yorubás de Anago (lê-se: Nagô).

 

Durante um período, houve uma influência muito grande da cultura yorubá em todas as outras etnias. A junção dos yorubás com os Jejes resultou na cultura chamada de: Jeje-Nagô ou Culto Nagô-Vodun. Vodun é o nome das divindades da cultura Jeje.


Dentre as tribos que falavam o ewe, fon e gbe ou línguas Jejes destacaram-se as tribos: Gan, Fanti, Axanti, Mina e Mahin. Sendo este último o que teve maior destaque sobre as demais culturas Jeje, no Brasil.


A influência Jeje na formação do Candomblé, aqui, no Brasil, é notório. O barco de Ìyàwó (esposa, em yorubá) ou iniciados no Brasil tem os nomes compostos por palavras Jejes: Dofono, Dofonitin, Fomo, Fomutin, Gamu, Gamutin e Vimu, Vimutin.


A palavra Ekedi (auxiliar) também é de origem Jeje. Aqui, no Brasil, Ekedi é um cargo religioso determinado às mulheres que auxiliam as Ìyálórìsà’s ou Bàbálórìsà’s. Em yorubá, este cargo é denominado de Àjòìyè e na Nação de Angola, de Makota.


Outras palavras Jeje foram incorporadas não só ao Candomblé como também ao nosso dia-a-dia, como por exemplo: Acassá, “faca” que no original ewe é escrita com “K” em vez de “C”. Outra palavra Jeje que ficou no nosso cotidiano foi a palavra “tijolo” que em ewe é Tijoló.

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Dom

28

Abr

2013

NAÇÃO JEJE

Origem do Candomblé

· Origem da palavra JEJE

 

 

A palavra JEJE vem da palavra yorubá: "adjeje" que significa: estrangeiro, forasteiro. Sendo assim, em termos políticos, não existe e nunca existiu nenhuma nação Jeje. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomé e pelos povos mahins.

 

Jeje era o nome que os yorubás davam, de forma pejorativa, para as pessoas que habitavam o leste. Enquanto os mahins eram uma tribo do lado leste, Saluvá ou Savalu eram povos do lado sul.

 

O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de Savê que era o lugar onde se cultuava Nanã. Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savê (tendo neste caso a ver com os povos fons).

 

Por outro lado, Abomei ficava no oeste, enquanto Axantis era a tribo do norte. Todas essas tribos eram de povos Jeje.

 

 

· Origem da palavra DAHOMÉ

 

 

A palavra DAHOMÉ, tem dois significados.

 

O primeiro está relacionado com um certo Rei Ramilé que se transformava em serpente e morreu na terra de Dan. Daí ficou "Dan Imé" ou "Dahomé", ou seja, aquele que morreu na Terra da Serpente. Segundo as pesquisas, o trono desse rei era sustentado por serpentes de cobre cujas cabeças formavam os pés que iam até a terra. Esse seria um dos significados encontrados: Dan = “serpente sagrada” e Homé = “a terra de Dan”, ou seja, Dahomé = “a terra da serpente sagrada”.

 

Acredita-se ainda que o culto à Dan é oriundo do antigo Egito. Ali começou o verdadeiro culto à serpente, onde os Faraós usavam seus anéis e coroas com figuras de cobra. Encontramos também Cleópatra com a figura da cobra confeccionada em platina, prata, ouro e muitos outros adornos femininos. Então, posso dizer que este culto veio descendo do Egito até Dahomé.

 

 

· Dialetos falados

 

 

Os povos Jejes se enumeravam em muitas tribos e idiomas, tais como: Axantis, Gans, Agonis, Popós, Crus, etc. Desta forma, teríamos dezenas de idiomas para uma tribo só, ou seja, todas eram Jeje, o que foge evidentemente às leis da linguística - muitas tribos falando diversos idiomas, dialetos e cultuando os mesmos Voduns. As diferenças vinham, por exemplo, dos Minas - Gans ou Agonis, Popós que falavam a língua das Tobosses (que a meu ver, existe uma grande confusão com essa língua).

 

 

· Os primeiros no Brasil

 

 

Os primeiros negros Jeje chegados ao Brasil entraram por São Luís do Maranhão e de São Luís desceram para Salvador, Bahia e de lá para Cachoeira de São Félix. Também ali, há uma grande concentração de povos Jeje. Além desses locais, o Amazonas e bem mais tarde o Rio de Janeiro, foram lugares aonde encontram-se evidências desta cultura.

 

 

· Classificação dos Voduns

 

 

Muitos Voduns Jeje são originários de Ajudá. No entanto, o culto desses voduns só cresceu no antigo Dahomé. Lamentavelmente, alguns desses Voduns não se fundiram com os orixás nagos e desapareceram totalmente. O culto da serpente Dãng-bi é um exemplo, pois ele nasceu em Ajudá, foi para o Dahomé, atravessou o Atlântico, chegando até as Antilhas.

 

Quanto à classificação dos Voduns Jeje, por exemplo, no Jeje Mahin tem-se a classificação do povo da terra, ou os voduns Caviunos, que seriam os voduns Azanssu, Nanã e Becém. Ague, Azaká é também um vodun Caviuno.

 

Temos também o vodun chamado Ayzain que vem da nata da terra. Este é um vodun que nasce em cima da terra. É o vodun protetor da Azan, onde Azan quer dizer "esteira", em Jeje. Achamos em outro dialeto Jeje - o dialeto Gans-Crus - também o termo Zenin ou Azeni ou Zani e ainda, Zoklé.

 

Novamente, sobre os voduns da terra, encontramos Loko. Ele apesar de estar ligado aos astros e a família de Heviosso, também está na família Caviuno. Isto porque Loko é a árvore sagrada; é a gameleira branca, que é uma árvore muito importante na nação Jeje. Seus filhos são chamados de Lokoses.

 

A família Heviosso é encabeçada por Badë, Acorumbé, também filho de Sogbô, chamado de Runhó. Já Mawu-Lissá seria o orixá Oxalá dos yorubás. Sogbô também tem particularidade com o Orixá em Yorubá, Xangô, e ainda, com o filho mais velho do Deus do trovão que seria Averekete, que é filho de Ague e irmão de Anaite.

 

Anaite seria uma outra família que viria da família de Aziri, pois são as Aziris ou Tobosses que viriam a ser as Yabás dos Yorubás, achamos assim Aziritobosse. Toda essa exposição é sobre o povo Jeje, de um modo geral, não especificamente do Mahin.

 

Como relatei, Jeje era um apelido dado pelos yorubás. Na verdade, esta família, ou seja, nós que pertencemos a esta nação deveríamos ser classificados de povo Ewe, que seria o mais certo. Ewe-Fon seria a nossa verdadeira denominação. Nós seríamos povos Ewe ou povos Fons. Então, se fôssemos pensar em alguma possibilidade de mudança, nós iríamos nos chamar, ao invés de nação Jeje, de nação Ewe-Fon. Somente assim estaríamos fazendo jus ao que é encontrado em solo africano. Jeje é um apelido, mas assim ficamos para todas as nossas gerações classificados como povo Jeje, em respeito aos nossos antepassados.

Continuando com algumas nomenclaturas da palavra Ewe-Fon, por exemplo, a casa de candomblé da nação Jeje chama-se Kwe = "casa". A casa matricial em Cachoeira de São Félix chama-se Kwe Ceja Undé.

 

Toda casa Jeje tem que ser situada afastada das ruas, dentro de florestas, onde exista espaço com árvores sagradas e rios. Depende das matas, das cachoeiras e depende de animais, porque o Jeje também tem a ver com os animais. Existem até cultos com os animais tais como, o leopardo, crocodilo, pantera, gavião e elefante que são identificados com os voduns. Então, este espaço sagrado, este grande sítio, esta grande fazenda onde fica o Kwe chama-se Runpame, que quer dizer "fazenda" na língua ewe-fon. Sendo assim, a casa chama-se Kwe e o local onde fica situado o candomblé, Runpame.

 

No Maranhão predomina o culto às divindades como Azoanador e Tobosses e vários Voduns onde a "sacerdotisa" é chamada Noche e o cargo masculino, Toivoduno.

 

 

· Os fundadores

 

 

Voltando a falar sobre "Kwe Ceja Undé", esta casa como é chamada em Cachoeira de São Félix de "Roça de Baixo" foi fundada por escravos como Manoel Ventura, Tixerem, Zé do Brechó e Ludovina Pessoa.

 

Ludovina Pessoa era esposa de Manoel Ventura, que no caso africano é o dono da terra. Eles eram donos do sítio e foram os fundadores da Kwe Ceja Undé. Essa Kwe ainda seria chamada de Pozerren, que vem de Kipó, "pantera".

 

Segue um pequeno relatório dos criadores do Pozerren Tixarene que seria o primeiro Pejigan da roça; e Ludovina, pessoa que seria a primeira Gaiacú.

 

A roça de cima que também é em Cachoeira é oriunda do Jeje Dahomé, ou seja, uma outra forma de Jeje. Estou falando do Mahin, que era comandada por Sinhá Romana que vinha a ser "Irmã de santo" de Ludovina Pessoa (esta última mais tarde assumiria o cargo de Gaiacú na Kwe de Boa Ventura). Mas, pela ordem temos Manoel Ventura, que seria o fundador, depois viria Sinhá Pararase, Sinhá Balle e atualmente Gamo Loko-se.

 

O Kwe Ceja Undé encontra-se em controvérsia, ou seja, Gamo Loko-se é escolhida por Sinhá Pararase para ser a verdadeira herdeira do trono e Gaiacú Agué-se, que seria Elisa Gonçalves de Souza, vem a ser a dona da terra atualmente. Ela pertence à família Gonçalves, os donos da terra. Assim, temos os fundadores da Kwe Ceja Undé.

 

Aqui, no Rio de Janeiro, saindo de Cachoeira de São Félix, Tatá Fomutinho deu obrigação com Maria Angorense, conhecida como Kisinbi Kisinbi.

 

Uma das curiosidades encontradas durante minha pesquisa sobre Jeje é o que chamamos de Deká, que na verdade vem do termo idecar, do termo fon iidecar, que quer dizer "transmissão de segredo". Esse ritual é feito quando uma Gaiacú passa os segredos da nação Jeje para futura Gaiacú pois, na nação Jeje não se tem notícias, que possa ter havido "Pai de santo". O cargo de sacerdotisa ou "Mãe de santo" era exclusivamente das mulheres. Só as mulheres poderiam ser Gaiacús.

 

 

· Ogans

 

 

Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje. No Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Abajigan, Gaimpe, Pejigan, Sojatin, Hunto, Hondeva, Hundevi e outros.

 

Podemos ver que a nação Jeje é muito particular em suas propriedades. É uma nação que vive de forma independente em seus cultos e tradições de raízes profundas em solo africano e trazida de forma fiel pelos negros ao Brasil.

 

 

· Mina Jeje

 

 

Em 1796, foi fundado no Maranhão o culto Mina Jeje pelos negros fons vindos de Abomey, a então capital de Dahomé, como relatei anteriormente, atual República Popular de Benin.

 

A família real Fon trouxe consigo o culto de suas divindades ancestrais, chamados Voduns e,principalmente, o culto à Dan ou o culto da Serpente Sagrada.

 

Uma grande Noche ou Sacerdotisa, posteriormente, foi Mãe Andresa, última princesa de linhagem direta Fon que nasceu em 1850 e morreu em 1954, com 104 anos de vida.

 

Aqui, alguns nomes dos Deuses Voduns:

 

Ayzan

Vodun da nata da terra

Sogbô

Vodun da família de Heviosso

Aguê

Vodun da folhagem

Loko

Vodun do tempo e da árvore sagrada Jeje

 

 

·Curiosidades

 

 

*Os vodunses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviuno, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné.

 

*Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família de Dan seria “Megitó Benoí?” Resposta: “Benoí”; e aos iniciados da família Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria “Doté Ao?” Resposta: "Aótin".

 

*O termo usado "Okolofé", cuja resposta é "Olorun Kolofé" vem da fusão das Nações de Jeje e de Ketu.

 

Algumas palavras do dialeto ewe:

  

esin  

água

Atinsa ou atinçá

árvore

agrusa

porco

kpo

pote

ou izó

fogo

avun

cachorro

nivu

bezerro

bakuxé

prato de barro

kotutó

espírito

yan

fio de contas

vodunsi

filho do Vodun ou iniciado da Nação Jeje

ìyàwó

filho do Orixá ou iniciado da Nação Ketu

muzenza

filho do Nkise ou iniciados da Nação Angola

banho de rio no Jeje

zandro

cerimônia Jeje

sidagã

auxiliar da Dagã na Cerimônia a Legba

zerrin

ritual fúnebre Jeje

sarapocã

cerimônia feita 07(sete) dias antes da festa pública de apresentação do(a) iniciado(a) no Jeje

sabaji

quarto sagrado onde fica os assentos dos Voduns

runjebe

colar de contas usado após 07(sete) anos de iniciação

runbono

primeiro filho iniciado na Casa Jeje

rundeme

quarto onde fica os Voduns

ronco

quarto sagrado de iniciação

bejereçu

cerimônia de matança

aban

prato

arekun

feijão

badekun

milho

dan

cobra

devu

roupa

frevin

quiabo

gan

ferro

gonzen

quartinha

humgbe

segredo

hunyi

nome

kwe

casa

sivo

dendê

zan

esteira

 

 

Esta é uma homenagem a todos os povos Jejes.

 

Ahun gbo gboy!

 

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Sáb

06

Abr

2013

AS VARIAÇÕES DAS TRÊS NAÇÕES: JEJE, KETU E ANGOLA

Dos muitos grupos de escravos vindo para o Brasil, 03(três) categorias ou nações se destacaram:


  • Grupos Fons ou Nação Jeje
  • Grupos Yorubás ou Nação Ketu
  • Grupos Bantos ou Nação Angola

 

Cada uma dessas 03 (três) nações tem dialeto e ritualística própria. Mas, houve uma grande coligação entre os deuses adorados nessas 03 (três) nações, por exemplo:


  • Na Nação Jeje os deuses são chamados de Voduns
  • Na Nação Ketu, de Orixás
  • Na Nação de Angola, de Inkices

 

Abaixo, encontram-se relacionados os deuses, as suas ligações e correspondência em cada uma dessas 03 (três) nações:


KETU

JEJE

ANGOLA

Exu

Elegbá

Bombogiro

Ogun

Gu

Nkosi-Mucumbe

Oxossy

Otolú

Mutaka Lambo

Omolu

Azanssun

Cavungo

Xangô

Sogbô

Nizazi ou Luango

Ossayn

Ague

Katende

Oya / Yansã

Guelede-Agan ou Vodun-Jó

Matamba/Kaingo

Oxum

Aziri-Tolá

Dandalunda

Yemanja

Aziri-Tobossi

Samba Kalunga/Kukuetu

Oxumarê

Becém

Angoro - Ongolo

Oxalá

Lissá

Lemba

 

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Dom

17

Mar

2013

A ORGANIZAÇÃO DO CANDOMBLÉ NO NOVO MUNDO

Oferenda

Antigamente, na Nigéria, os dias da semana eram apenas 04 (quatro) e eram assim denominados:


  • 1o dia - Ójumò Exu
  • 2o dia - Ójumò Ogun
  • 3o dia - Ójumò Xangô
  • 4o dia - Ójumò Oxalá

 

sendo que estes 04 (quatro) dias estavam ligados aos 04 (quatro) pontos cardeais:


  • 1º a leste onde habita Exu
  • 2º ao norte onde habita Ogun
  • 3º a oeste onde habita Xangô
  • 4º ao sul onde habita Oxalá

 

Como se pode observar, os yorubás tinham sua própria semana organizada que foi modificada ou adaptada à semana ocidental. Isto aconteceu porque não se manteve a tradição milenar de apenas 04 (quatro) dias.


Quando o Candomblé foi estabelecido na Bahia por Yanassó teve-se que se adaptar, como foi visto anteriormente, o culto para os moldes ocidentais, ou seja, cultuar vários orixás no mesmo espaço. Com esta junção, criou-se o que foi chamado Ójumò-osé ou dia de limpar ou ainda Ójumò-uenumó ou dia do descanso. Essa distribuição foi feita da seguinte forma:


  • 2ª feira cuidaria-se de Exu e Omolu
  • 3ª feira cuidaria-se de Ogun e Oxumarê
  • 4ª feira cuidaria-se de Xangô e Oya
  • 5ª feira cuidaria-se de Oxossi
  • 6ª feira cuidaria-se de Oxalá

 

No sábado seria a vez de se cuidar de todas as Yas ou Mães que seriam: Oxum, Yemanjá, Nanã, entre outras. Já no domingo, cuidaria-se de Ibeji.


Esta distribuição foi feita para que cada Omon-Orixá tivesse seu orixá ligado a um dia da semana e nesse dia esse Omon-Orixá estivesse na casa de Candomblé para prestar culto ao seu orixá, não fugindo assim da responsabilidade de cuidar de seu orixá.


Como comprovam vários estudiosos da cultura africana, não só houve a adaptação da semana yorubá para a semana ocidental, como uma série de cerimônia e ritos da religião de orixá tiveram que se adaptar ao Novo Mundo, conforme mostra o próprio ritual de iniciação que na Nigéria é feito em aldeias que ficam no interior das florestas.


Outra adaptação feita para o Brasil foi o do Jogo de Búzios. Enquanto no culto de orixá na Nigéria apenas o Babalawo faz o culto à advinhação e é ele, por determinação de Ifá, quem orienta todos os acontecimentos dentro do egbé; no Brasil, o jogo de búzios foi uma modalidade criada pelo Olwô Bamboxé para as mulheres ou Yalorixás da época.

 

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Qua

13

Mar

2013

Por que o culto do orixá é chamado de CANDOMBLÉ?

Candomblé

Em 1830, algumas mulheres negras originárias de Ketu, na Nigéria, e pertencentes à irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reuniram-se para estabelecer uma forma de culto que preservasse as tradições africanas aqui, no Brasil.


Segundo documentos históricos da época, esta reunião aconteceu na antiga Ladeira do Bercô; hoje, Rua Visconde de Itaparica, próximo a Igreja da Barroquinha, na cidade de São Salvador / Bahia.


Desta reunião, que era formada por várias mulheres, conforme relatei anteriormente, uma mulher ajudada por Baba-Asiká, um ilustre africano da época, se destacou: Íyànàssó Kalá ou Oká, cujo o òrúnkó no orixá era Íyàmagbó-Olódùmarè.


Mas, o motivo principal desta reunião era estabelecer um culto africanista no Brasil, pois viram essas mulheres, que se alguma coisa não fosse feita aos seus irmãos negros e descendentes, nada teriam para preservar o culto de orixá, já que os negros que aqui chegavam eram batizados na Igreja Católica e obrigados a praticarem assim a religião católica.


Porém, como praticar um culto de origem tribal, em uma terra distante de sua ìyá ìlú àiyé èmí´(a mãe pátria, terra da vida), como era chamada a África, pelos antigos africanos?


Primeiro, tentaram fazer uma fusão de várias mitologias, dogmas e liturgias africanas. Este culto, no Brasil, teria que ser similar ao culto praticado na África, em que o principal quesito para se ingressar em seus mistérios seria a iniciação. Enquanto na África a iniciação é feita muitas vezes em plena floresta, no Brasil foi estabelecida uma mini-África, ou seja, a casa de culto teria todos os orixás africanos juntos. Ao contrário da África, onde cada orixá está ligado a uma aldeia, ou cidade, por exemplo: Xangô em Oyó, Oxum em Ijexá e Ijebu e assim por diante.

 


Mas, por que esse culto foi denominado de CANDOMBLÉ?


Este culto da forma como é aqui praticado e chamado de Candomblé, não existe na África. O que existe lá é o que chamo de culto ao orixá, ou seja, cada região africana cultua um orixá e só inicia elegun ou pessoa daquele orixá. Portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil. Por esse motivo, antigos Babalorixás e Yalorixás evitavam chamar o culto dos orixás de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo a palavra Candomblé foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas.


A palavra Candomblé possui 2 (dois) significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de “Candonbé”, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de “Candonbidé”, que quer dizer “ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa”.


Como forma complementar de culto, a palavra Candomblé passou a definir o modelo de cada tribo ou região africana, conforme a seguir:


  • Candomblé da Nação Ketu
  • Candomblé da Nação Jeje
  • Candomblé da Nação Angola
  • Candomblé da Nação Congo
  • Candomblé da Nação Muxicongo

 

A palavra “Nação” entra aí não para definir uma nação política, pois Nação Jeje não existia em termos políticos. O que é chamado de Nação Jeje é o Candomblé formado pelos povos vindos da região do Dahomé e formado pelos povos mahin.

Os grupos que falavam a língua yorubá entre eles os de Oyó, Abeokuta, Ijexá, Ebá e Benin vieram constituir uma forma de culto denominada de Candomblé da Nação Ketu.


Ketu era uma cidade igual às demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candomblé da Nação Ketu ou Alaketu.


Esses yorubás, quando guerrearam com os povos Jejes e perderam a batalha, se tornaram escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil.


Quando os yorubás chegaram naquela região, sofridos e maltratados, foram chamados pelos fons de ànagô, que quer dizer na língua fon “piolhentos, sujos” entre outras coisas. A palavra com o tempo se modificou e ficou nàgó e passou a ser aceita pelos povos yorubás no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, não existe nenhuma nação política denominada nàgó.


No Brasil, a palavra nàgó passou a denominar os Candomblés também de Xamba da região norte, mais conhecido como Xangô do Nordeste.


Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a serem chamados de Nação Ketu com raízes yorubás.


Porém, existem variações de Nações, por exemplo, Candomblé da Nação Efan e Candomblé da Nação Ijexá. Efan é uma cidade da região de Ilexá próxima a Osobô e ao rio Oxum. Ijexá não é uma nação política. Ijexá é o nome dado às pessoas que nascem ou vivem na região de Ilexá.


O que caracteriza a Nação Ijexá no Brasil é a posição que desfruta Oxum como a rainha dessa nação.


Da mesma forma como existe uma variação no Ketu, há também no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahin. Mahin era uma tribo que existia próximo à cidade de Ketu.


Os Candomblés da Nação Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo.


A partir de Maria Néném e depois os Candomblés de Mansu Bunduquemqué do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Guaíne muitas formas surgiram seguindo tradições de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras.


Nesse estudo sobre Nações de Candomblé, poderia relatar sobre outras formas de Candomblé, como por exemplo, Nàgó-vodun que é uma fusão de costumes yorubás e Jeje, e o Alaketu de sua atual dirigente Olga de Alaketu.


O Alaketu não é uma nação específica, mas sim uma Nação yorubá com a origem na mesma região de Ketu, cuja sua história no Brasil soma-se mais de 350 (trezentos e cinquenta) anos ao tempo dos ancestrais da casa: Otampé, Ojaró e Odé Akobí.


A verdade é que o culto nigeriano de orixá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os orixás. Mesmo os que se tornavam Babalorixás tinham uma conduta diferente quanto à roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí ter-se que se inserir no culto vários cargos para homens, como por exemplo, os cargos de ogans.


Hoje, a palavra Candomblé define no Brasil o que chamamos de culto afro-brasileiro, ou seja:  “UMA CULTURA AFRICANA EM SOLO BRASILEIRO”.  


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Seg

04

Mar

2013

EBÓ

A palavra ebó significa sacrifício. O ebó é usado para os mais variados casos, ou seja, cada situação de dificuldades, doenças ou amor requer um ebó para que haja o equilíbrio.


Seguem, abaixo, alguns ebós para solucionar determinados casos: 

 

EBÓ PARA CASAR


Material:

01 tigela branca

01 par de alianças

01 foto do casal

½ kg de açúcar cristal

½ kg de arroz com casca

02 velas

½ m de fita cor-de-rosa


Como fazer:

No fundo da tigela, colocar a foto do casal. Em cima da foto, colocar o par de alianças. Cobrir esta foto e estas alianças com açúcar cristal e por último cobrir tudo com o arroz com casca. Depois, unir as duas velas e amarrá-las com a fita cor-de-rosa e acendê-las pedindo a Yemanjá união e casamento. 

 


 

EBÓ PARA EMPREGO


Material:

Fazer 04(quatro) farofas, sendo:

01 de dendê

01 de mel

01 de cachaça

01 de água


Como fazer:

Colocar estas farofas cada uma em cima de uma folha de mamona e ao lado acender uma vela com uma moeda e pedir a Exu abertura de caminhos.


 


EBÓ PARA SAÚDE


Cozinhar bem uma canjica com açúcar cristal e coá-la. Escrever o nome da pessoa doente num papel branco 08(oito) vezes a lápis e cobri-lo com a canjica fria. Depois, cobrir com algodão e ao lado acender uma vela de 07(sete) dias pedindo a Oxalá que dê saúde. Dar banho com a água coada da canjica na pessoa doente e vesti-la, de preferência, com a cor branca.

 

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Ter

26

Fev

2013

A IMPORTÂNCIA DAS CORES

Cores

As cores são muito importantes na cultura afro-brasileira. Elas são, na verdade, o maior elo entre a matéria e o astral.


A harmonia das cores usadas nas roupas faz a vibração do Orixá ficar positiva ou negativa. Quando se for resolver uma situação de trabalho, amor, saúde, etc. devemos prestar muita atenção nas cores usadas naquele momento para que tenhamos sucesso.


Na tabela abaixo, estão relacionadas as cores de cada Orixás e os dias em que devem ser usadas:

 

CORES


ORIXÁ

DIA

Preto-vermelho/estampado

Exu

Segunda-feira

Azul escuro / verde

Ogun

Terça-feira

Azul claro

Oxossy

Quinta-feira

Verde e amarelo

Ossayn

Quinta-feira

Branco e preto/marrom rajado

Omolu

Segunda-feira

Amarelo ouro

Oxum

Sábado

Vermelho e coral

Yansã

Sábado e Quarta-feira

Branco e prata

Yemanjá

Sábado

Lilás

Nanã

Sábado

Vermelho-branco

Xangô

Quarta-feira

Preto-amarelo

Oxumarê

Terça-feira

Branco

Oxalá

Sexta-feira



 

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Qua

06

Fev

2013

Cultura Afro-Brasileira

Ilé Axé d’Oxalá

Dentre muitas raças que ajudaram a formar a cultura social do Brasil, os índios e os negros foram, sem dúvida, raças que se destacaram bastante.

 

Eu, Paulo de Oxalá, nascido no Amazonas, sou neto de índios Tuxáuas e vim me identificar aqui no Rio de Janeiro com a cultura afro-brasileira. Cultura esta que abracei com muita dedicação, mas sem fugir às minhas origens indígenas.

 

Sou pesquisador de cultos afro-brasileiros e esoterismo, totalmente documentado e abalizado de forma abrangente nos assuntos místicos e da religião de Orixá.

 

Venho aqui mostrar o meu trabalho de orientação espiritual para os mais variados segmentos da sociedade.

 

Sabemos que neste momento de globalização devemos nos preparar para mais este avanço da humanidade.

 

Através do Jogo de Búzios, de conhecimentos adquiridos e com uma experiência de mais de 30(trinta) anos na cultura afro-brasileira, podemos ajudar ao nosso semelhante a perceber e entender melhor a sua personalidade e, consequentemente, seus problemas.

 

O caráter e a personalidade são os dois maiores valores que existe dentro do ser humano.

 

Portanto, é através do Jogo de Búzios e da orientação espiritual que podemos oferecer ajuda nos mais variados assuntos como, amor, trabalho e saúde, podendo assim, decidir melhor a respeito desses temas.

 

Desta forma, a pessoa se resguardará e saberá os seus pontos positivos e negativos e evitará os seus pontos fracos. Com esta ajuda, saberá também entender os que estão a sua volta, pois o Jogo dará o perfil de cada personalidade e se tornará mais fácil conviver com o cônjuge, filhos, pais e colegas de trabalho.

A cultura afro-brasileira, o Candomblé em particular, é sem sombra de dúvidas uma das mais bonitas religiões existentes.

 

Encontramos nesta cultura resposta para todo tipo de problema.

 

Na Casa que eu dirijo, o Ilé Axé d’Oxalá, tenho ajudado a muitas e muitas pessoas que me procuram para os mais variados problemas, sob as bênçãos dos Orixás.

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Sex

14

Dez

2012

YANGO TI OBALÚWAIYÉ - A VIDA E A TRAJETÓRIA DE UM FILHO DO GUERREIRO JAGUN

Carioca de Botafogo, Marcelo Dias era criança e dava sustos em seus pais, que ao lhe procurarem, o encontravam batendo palmas num terreiro de Umbanda. Mais tarde, fez camarinha de Umbanda e passou a comandar giras de caridade na Ilha do Governador. Em 2001, foi iniciado para Obalúwáiyé pelo Bàbábálórìsà Jorge de Ògúnjà, ficando conhecido como Yangô de Obalúwáiyé. Com muita simpatia, Pai Yangô conquistou muitas amizades, e dentre elas, a do Pai Fernandes de Òsóòsí que o convidou para participar do seu programa de rádio. Ali nasceu o Agen-Afro - um trabalho com o objetivo de divulgar todos os acontecimentos relativos à religião e cultura afro-brasileira. Pai Yangô também é editor e colunista da Revista Odara, que é dirigida pelo Bàbálórìsá Anderson de Òsàgiyán. Além de participar de muitos eventos e ser nosso parceiro de mídia, ele ajuda na divulgação da Procissão de Yemanjá do Mercadão de Madureira, e atua como ativista da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro. Iniciado no culto a Ifá pelo Bàbáláwo Evandro Otura Ayrá, Pai Yangô é pai biológico de Renan Dias, seu herdeiro de fato. Dirige um terreiro na Rua Coronel Queirós, n.279, em Anchieta, onde, no domingo, dia 16 de Dezembro, às 15h, junto com seu irmão no Òrìsà, Muzurê de Òsùmàrè, realizarão uma Procissão e um toque de Opanije para Obalúwáiyé. Àse Púpò!

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Qua

22

Ago

2012

Mãe Dofona de Ogunjá

Mãe Dofona de Ogunjá

Quando era pequena, Maria Abraão tinha problemas espirituais, por isso foi levada por sua mãe biológica a um Terreiro de Umbanda em Queimados – Baixada Fluminense. Lá, os Guias deram passes espirituais na criança e lhe receitaram banhos espirituais. Eles orientaram para que a mãe levasse a menina para participar das Giras de desenvolvimento do terreiro.


Em uma dessas Giras, Maria incorporou pela primeira vez a Pomba Gira Caruerê, que disse que ela tinha uma missão espiritual a cumprir. Neste Terreiro, ela desenvolveu seus Guias de Umbanda ficando lá por muito tempo até se casar, quando afastou-se da religião. Anos após o casamento e com o nascimento dos seus dois primeiros filhos, Maria voltou a ter problemas espirituais.


Um dia, ao visitar o Terreiro de Mãe Lúfón de Òsàlá do “Àse Rizo de Òsóòsì”, na Estrada de Madureira, em Nova Iguaçu, Maria bolou e foi iniciada para Ògúnjà. Lá cumpriu suas obrigações. Mas, com o falecimento de Mãe Lúfón, Mãe Maria mudou de axé. Atualmente, na Nação Jeje, Mãe Maria dirige o “Ilê Axé d´Ogunjá”, em Adrianópolis - Nova Iguaçu/RJ.


No Ilê Axé d´Ogunjá, a força da fé é verdadeiramente comprovada em vários fatos em que o Orixá se manifesta em toda a sua plenitude. Mãe Maria de Ogunjá costuma enfatizar a força protetora de Ogun para os seus filhos de santo e todos aqueles que lhe procuram em busca de auxílio: “Peça com Fé, que imediatamente Ogun virá para socorrê-lo.”


Mãe Maria é uma guerreira como o próprio Ogunjá, por isso seus filhos lhe rendem esta homenagem como demonstração de respeito e carinho.


Kolofé de todos os seus filhos do axé!



 

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Sex

17

Ago

2012

A RESISTÊNCIA DO AXÉ DE ÈGBÓNMI DILA DE OBALÚWÁIYÉ

Nascida no Rio de janeiro em 2 de março de 1908, na Rua do Riachuelo, n.210, Secundina Lopes da Anunciação era chamada pelo cognome familiar de “Dila”.


Segundo o seu relato ao Ogan do Àse Òpó Afònjá, José Beniste, naquela época só havia três Candomblés no Rio de Janeiro: o da finada Gayaku Rozena de Besen, no bairro da Saúde; o de João Alaba, também na Saúde; e o do Sr. Cipriano Abedé, no Centro. E foi através dos seus avós maternos, que tinham cargo no Terreiro do Podaba da Gayaku Rozena de Besen, que Dila conheceu o Bàbálórìsà Cipriano Abedé que em 1922 a iniciou para Obalúwáiyé e Òsun. Na época de sua iniciação, Dila estava com 14 anos de idade. O seu avô Miguel Afonsekoloanu era Pejigan de Sàngó, e a avó Dandan Nueji foi iniciada para Òsùmàrè. Ao completar o ciclo de suas obrigações, Dila passou a ser chamada e conhecida como Ègbónmi Dila de Obalúwáiyé. Com o falecimento do Pai Abedé em 1933, Ègbónmi Dila tirou a mão com Mãe Aninha “Oba Biyi” do Àse Òpó Àfònjá. Quando Mãe Aninha morreu, Ègbónmi Dila tirou a mão com Mejito Donontinha de Vodunjo, que era sucessora da Gayaku Rozena de Besen. E foi Mejito Donontinha que abriu o Ilé de Ègbónmi Dila, em São João de Meriti.


Segundo a Ekedi Rosangela Coutinho, conhecida como “Ekedi Mocinha de Sàngó” e que é “Aráejé” (parente consanguínea) de Ègbónmi Dila e filha do Ogan Tatá de Òsun, a casa era muito bem frequentada pelos Bàbálórìsà’s e ÌyálórÌsà’s da época. Dentre eles, ela cita: Mãe Menininha do Gantois, Ìyá Bida de Yemojá, Pai João da Goméia, Ègbónmi Theodora, Mãe Tomazia, Mãe Estela de Òsóòsí e o próprio Ogan Beniste. Ekedi Mocinha ainda ressalta os inúmeros omo Òrìsà’s que a tratavam com muita dedicação e respeito:   Ìyá Miana de Òsun (Hunbona da casa), Mãe Glorinha de Òsun, Jandary de Òsàgiyán, Jurema de Omolu e também o inesquecível Gumbono Djalma de lalu “Igbara lonan” que com a morte de Tata Fumutinho, tirou a mão com Mãe Dila. A Hunbona da casa Ìyá Miana de Òsun (Damiana Antônio da Silva), foi iniciada em 1944 para Òsun e Òsóòsí e teve em sua iniciação como Ìyá Kékeré a respeitável Mãe Senhora, Òsun Muiwà, do Ilé Àse Òpó Afònjá. Ìyá Miana era competente, atenciosa e considerada o braço direito de Ègbónmi Dila.


Mãe Dila faleceu em 13 de Janeiro de 1990. Com a sua morte, o Àse ficou de luto por dois anos e em 1992, por indicação do jogo de búzios de Mãe Regina de Bamgbose, Ìyá Miana de Òsun toma posse como Ìyálórìsà do Ilé Àse Omin Ijéna. Ìyá Miana cumpriu com muito zelo, todos os ensinamentos deixados por Mãe Dila, seguindo do mesmo modo o calendário litúrgico da casa, que começa em janeiro com uma festa para o Senhor da casa: Obalúwáiyé. Em junho é a festa de Sàngó; em setembro, as Águas de Òsàlá e em dezembro, a Festa das Àyabás (Mães Rainhas: Òsún, Yánsàn, Obà e Iyewa).


Em abril de 2009 Ìyá Miana, por determinação dos Òrìsà’s, entregou para sua sobrinha neta no Òrìsà, Adriana Bárbara (Ìyá Danda de Òsun), os Igbá’s de Obalúwáiyé e Òsun que pertenceram a Ègbónmi Dila, os seus próprios de Òsun e Òsóòsí e o Igbá de Sàngó do avô de Mãe Dila. Ìyá Miana faleceu em 2011 e relembrando aquele mês de abril de 2009 quando da entrega dos Igbá”s, Ìyá Miana estava confiando a Ìyá Danda a manutenção do Àse. Àse este, que por norma, pertence a pequena Rafaela de apenas 3 anos de idade. Rafaela é sobrinha neta de Ègbónmi Dila. Ela é de Obalúwáiyé, mas não é iniciada e, por ser muito pequenina, ainda não pode assumir esta responsabilidade. Então, Obalúwáiyé quer que Ìyá Danda de Òsun conduza o Àse e seja a “Guardiã da cadeira”, até o periodo conhecido apenas por ele e Olódùmarè.


Para os Òrìsa’s, a folha só cai na hora certa! E a hora chegou! Sábado, dia 25 de agosto, a partir das 22 horas, Ìyá Danda de Òsun assume a direção do Ilé Àse Omin Ìjéna. Ìyá Danda diz estar emocionada e esta disposta a cumprir com amor, sabedoria e humildade o posto a ela confiada: “Guardiã da cadeira do Àse”.

Àse!

 

 

 

 

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Sáb

21

Jul

2012

AJOIÉ E EKEDI

A palavra "ajoié" é correspondente feminino de ogan pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos negros fons ou Jeje.

 

Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra ajoié significa "mãe que o orixá escolheu e confirmou".

 

Assim como os demais oloyés, uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão. Deve ser sempre chamada de "mãe", por todos os componentes da casa de orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bençãos. Os comportamentos determinados para os ogans devem ser seguidos pelas ajoiés.

 

Em dias de festa, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais, seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa.

 

A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o rosto dos omo-orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela arrumação e organização das roupas que vestirão os omo-orixás nos dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes do barracão nestes dias.

 

Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do orixá em terra. É ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou Yalorixá o recado deixado pelo próprio orixá da casa.

 

No Candomblé do Engenho Velho ou Casa Branca, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Gantois, de "Iyárobá". Já na Nação de Angola, é chamada de "makota de angúzo". Mas, como relatei anteriormente, "ekedi" é nome de origem Jeje mas, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil, seja qual for a Nação.

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